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Presidente egípcio acusado de nomear "terrorista" para governar Luxor

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Presidente egípcio acusado de nomear "terrorista" para governar Luxor

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A indignação destes manifestantes em Luxor, no Egito, teve eco no próprio governo. O ministro do Turismo chegou mesmo a apresentar a demissão. Mas esta foi-lhe recusada e mantém-se, por agora, em funções. Tudo isto se deve à polémica escolha do novo governador de uma região que vive, sobretudo, da visita de estrangeiros. Um dos manifestantes perguntava: “Luxor não protestou durante a revolução porque pensávamos que as coisas iam melhorar. E agora nomeiam um terrorista. Porquê?”

O presidente Mohammed Morsi convidou para o cargo Adel Mohamed al-Khayat, um homem que fez parte de um movimento islamista responsável pela morte de 58 turistas, em Luxor, há 16 anos. No entanto, muitos acreditam nas palavras do novo governador que diz não ter nada a ver com esse episódio. “Dêem-lhe uma oportunidade. Se não ele não fizer nada, seremos os primeiros a pedir o seu afastamento. Mas não podemos estar a julgá-lo antecipadamente”, considera um habitante local.

Em 1997, 62 pessoas foram massacradas, entre elas quatro egípcios, junto a um templo no Vale das Rainhas. O ataque foi atribuído ao movimento al-Gamaa al-Islamiya, num combate contra o presidente na altura, Hosni Mubarak. Entretanto, o grupo depôs as armas e dedicou-se à política.