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Roterdão: A cidade dos festivais

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Roterdão: A cidade dos festivais

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Roterdão é o maior porto da Europa e a localização privilegiada, na foz dos rios Reno e Meuse, faz com que seja uma das cidades mais dinâmicas do continente.

Roterdão é conhecida como a “Manhattan do Meuse”. A cidade tornou-se na capital holandesa da arquitetura. Aqui a tradição convive com edifícios futuristas, com zonas residenciais, comerciais e espaços dedicados à arte e à cultura.

O horizonte está em constante mudança, como explica o produtor cultural Jaeren Everaest.

“Roterdão é uma cidade recente. Foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial por isso foi reconstruída a partir do final dos anos 40. É muito diversificada e creio que isso lhe confere unicidade,” avança Jaeren Everaest.

A “Mothership” é a empresa cultural que criou e está vocacionada para transformar os espaços urbanos, usando a arquitetura, o grafismo e outras técnicas…

“Este projeto é especial. Fizemo-lo por altura da coroação do nosso rei e podemos observá-lo no horizonte. Normalmente, durante a noite, fica animado. Ele move-se e fica a piscar. Temos muito orgulho nele.”

A cidade de Roterdão tem uma política ambiciosa para apoiar a cultura, em especial, através dos festivais. Estes eventos colocam a cidade nos roteiros culturais do mundo, atraindo muitos visitantes.

A variadora da cultura, Antoinette Laan, afirma que “Roterdão é uma cidade com muita arte, muita cultura. O modo de expressar isso é através de festivais pois torna mais fácil às pessoas aderirem. São gratuitos e em espaços abertos.”

Neste ano, dois festivais foram fundidos num, o “Rotterdam Unlimited”, que consiste em vários desfiles nas ruas da cidade, durante vários dias.

“É-nos muito útil. O “Summer Carnival”, que agora se chama “Rotterdam Unlimited” é muito internacional. Vêm pessoas de todo o mundo para assistir e acontece o mesmo com o “Port of Rotterdam North Sea Jazz” e com o nosso Festival Internacional de Cinema. Esse é um bom exemplo de um festival internacional muito conceituado no estrangeiro,” assegura Laan.

O Festival Internacional de Cinema de Roterdão realiza-se todos os anos, em janeiro, em vários cinemas da cidade. Em termos dimensionais é comparável aos festivais de Cannes, Veneza, Berlim ou Locarno.

O Festival de Cinema de Roterdão é, além de uma mostra de filmes, uma plataforma que permite aos produtores de cinema conseguirem investimento.

A diretora de captação de fundos do Festival de Cinema de Roterdão, Martje van Nes, informa que todos os anos recebem “cerca de dois mil profissionais internacionais do cinema. É imenso! Eles sabem como nos encontrar. Recebemos, por ano, cerca de 280 mil visitantes. Por isso, sim, somos grandes mas pouco conhecidos porque não temos passadeiras vermelhas. Mas também porque os filmes, vistos aqui, não são fáceis. Vem-se à aventura e isso torna-o especial.”

O festival “Port of Rotterdam North Sea Jazz” realiza-se em julho, em 15 palcos da cidade, reúne 1200 artistas e recebe cerca de 25 mil visitantes por dia. O festival é conhecido em todo o mundo como “o maior festival de jazz do mundo”, devido aos vários estilos musicais que aglomera.

O “Rotterdam Unlimited” é o mais recente festival da cidade. O evento é constituído por vários concertos, desfiles nas ruas e pelo “Summer Carnival”. Um carnaval fora de época, com uma rainha diferente, todos os anos.

“Quando era menina, com cinco anos, queria ser a rainha do “Summer Carnival” e agora… Sou!” diz a rainha do “Summer Carnival”, Kim Geursten.

“Este desfile é maravilhoso! É constituído por várias culturas. É um dos poucos desfiles na Europa, por isso é magnífico!”, exclama Geursten.

A população de Roterdão é constituída por pessoas de mais de 170 nacionalidades, o que faz com que seja uma cidade jovem, colorida, dinâmica e cosmopolita.

O diretor do festival “Rotterdam Unlimited”, Guus Dutrieux, diz que “Roterdão tem mais de 280 culturas e isso faz com que a nossa cidade seja tão bonita e forte. As culturas podem celebrar essa diversidade e é isso que as torna tão felizes e orgulhosas.”

Mais de novecentas mil pessoas, provenientes de vários países e culturas, acorrem à cidade para o “Rotterdam Unlimited”…

“Roterdão é uma cidade típica de festivais e oferece possibilidades ilimitadas, criando uma nova cultura urbana,” assegura Dutrieux.

A poucos metros da Câmara Municipal, a cidade oferece vários concertos com os mais variados artistas como Asaf Avidan, Manu Chao ou Outlandish, um grupo dinamarquês, cujos elementos têm diferentes origens.

“Somos os Outlandish, e representamos a Dinamarca. Estamos em Roterdão para este festival que é muito louco, com muitas pessoas, muita cor, um festival multicultural…”, diz Isam Bachiri.

Depois do desfile, o festival encerrou com Manu Chao. O cantor francês acaba por simbolizar o espírito do evento: multicultural e aberto ao mundo…