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Drones são estrelas em Paris e alimentam polémica nos EUA

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Drones são estrelas em Paris e alimentam polémica nos EUA

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Em plena polémica sobre o uso de “drones” nos Estados Unidos, os pequenos aviões não tripulados são um dos destaques da quinquagésima edição do Salão de Aeronáutica de Paris.

Segundo a União Europeia, existem atualmente mais de 400 projetos em vinte países europeus para desenvolver este tipo de aparelhos.

Chris Day, representante de um construtor alemão, explica que muitos drones “cabem na mala de um carro. Podemos levá-los por estrada para qualquer ponto do planeta e ativá-los. Não é necessário um aeródromo”.

Antes só usados para fins militares, os “drones” são agora cada vez mais aliciantes para o mercado civil, devido ao relativo baixo custo e grande flexibilidade de utilização.

Uma das possibilidades é o policiamento aéreo, talvez a mais polémica das alternativas de uso.

Numa audiência perante a Comissão de Justiça do Senado norte-americano, o diretor do FBI admitiu ontem que as autoridades usam “drones” para tarefas de vigilância dentro do território dos Estados Unidos.

Robert Muller frisou, no entanto, que se trata de um uso “raro” e em circunstâncias bastante particulares.

Em Março, vários senadores alertaram para o uso civil de “drones” em tarefas de vigilância e recolha de informação que podem ameaçar a privacidade dos cidadãos.

O FBI admitiu ter usado um “drone” este ano, durante um sequestro no Alabama.