Última hora

Última hora

Eurogrupo debate resgate a Chipre e União Bancária

Em leitura:

Eurogrupo debate resgate a Chipre e União Bancária

Tamanho do texto Aa Aa

A notícia de uma eventual renegociação dos termos do resgate a Chipre marcou o início da reunião do Eurogrupo esta quinta-feira, no Luxemburgo. O executivo cipriota já resmentiu essa intenção.
Os parceiros da moeda única também não estariam dispostos a fazer alterações.
À entrada para a reunião, a ministra das Finanças austríaca defendeu que “não há uma alternativa melhor para o foi dolorosamente acordado, que já foi aprovado pelos parlamentos nacionais – incluindo o parlamento cipriota.” Maria Fekter disse mesmo que seria um pedido “bastante ousado”.

A notícia foi avançada pelo jornal Financial Times, citando uma carta do presidente Nicos Anastasiades enviada aos credores internacionais, mas o governo cipriota garante que foi mal interpretada.
Recorde-se que resgate de Chipre prevê um empréstimo de 10 mil milhões de euros e obrigou ao encerramento do segundo maior banco do país, o Laiki, e a uma reestruturação do Banco de Chipre. Além disso, prevê ainda a tributação das contas superiores a 100 mil euros.

Outro dos temas em destaque na reunião é a União Bancária e a questão da recapitalização dos bancos. Pierre Moskovici, ministro das Finanças francês, defendeu que “França espera que se possam adotar as grandes linhas da União Bancária e que haja uma recapitalização direta para não se penalize mais os depositantes.”

Mas esta vontade de que tudo seja rápido não é partilhada por todos os ministros das finanças. O responsável alemão pela pasta, Wolfgang Schäuble, lembrou que antes de avançar com a recapitalização direta dos bancos, a medida tem de ser aprovada pelo parlamento alemão.

Esta reunião do Eurogrupo também é importante para Portugal já que deve ser finalmente adotada a decisão formal sobre a extensão das maturidades dos empréstimos europeus