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Desemprego jovem ameaça UE

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Desemprego jovem ameaça UE

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Na Grécia, 55 por cento das pessoas com menos de 26 anos estão desempregadas. Mas este não é um fenómeno apenas grego.
Em toda a União Europeia, uma em cada quatro pessoas desempregadas está nesta faixa etária.

Mary Kolonia tem 19 anos e vive em Atenas. Ela não vai para a universidade mas entrou, diretamente no mercado de trabalho. Ou, mais ou menos… Mary trabalha oito horas por dia, cinco dias por semana, num “call center”, a vender televisores. O salário, 20 euros. Não por hora nem por dia mas por semana.

Desde que a Grécia assinou o primeiro acordo de resgate com a “troika”, há três anos, as manifestações tornaram-se uma constante, no quotidiano grego. Os jovens têm protestado contra a crise da zona euro, os cortes salariais, o aumento dos impostos e a contração do mercado de trabalho.

No mês passado, Alemanha e França, as duas maiores economias da Europa, aperceberam-se do problema quando o número de desempregados ultrapassou os 27 milhões, na UE.

Angela Merkel e François Hollande apresentaram um conjunto de propostas para combater o desemprego jovem, que inclui um maior investimento nestes europeus, o chamado “New Deal”.

Yiannis Spanos, tem 28 anos, vive com os pais e está à procura de emprego há mais de um ano e meio. Yiannis espera que o chamado “New Deal” lhe permita abrir um restaurante mas não tem muitas expectativas. Para este grego os políticos não têm feito muito para criar emprego para os jovens.

O desemprego, em especial o desemprego entre os jovens europeus, será uma prioridade na próxima Cimeira da União Europeia.

Uma coisa é certa, os jovens desempregados estão a ficar descontentes, sem perspetivas de futuro e cansados de esperar. Reclamam iniciativas que promovam a criação de emprego e lhes devolva uma perspetiva positiva em relação ao futuro.