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Manifestações históricas no Brasil abalam classe política


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Manifestações históricas no Brasil abalam classe política

As históricas manifestações de ontem à noite que reuniram mais de um milhão de pessoas em várias cidades do Brasil parecem estar a surtir efeito.

As marcas são bem visíveis na fachada do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Brasília e a Presidente Dilma Roussef decidiu convocar uma reunião de urgência com o governo e anulou uma visita ao Japão para gerir a crise.

Centenas de manifestantes tentaram invadir o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas acabaram por ser dispersados pela polícia que utilizou gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Esta manhã, os brasileiros são unânimes no apoio às manifestações, mas deploram a violência.

“Eu acho que, realmente, o pessoal está fazendo certo. Começou a dar o primeiro passo, o povo está indo para a rua, mostrando que a gente não é uma população tão conformada quanto todo o mundo pensa.”

“O povo está certo de cobrar os direitos, mas só até certo ponto. Quando chega nessas questões de invadir as lojas, saquear, roubar as coisas, aí já não tem nada a ver com a manifestação.”

Só no Rio de Janeiro, 62 pessoas ficaram feridas, dez foram detidas e cinco vão ser julgadas. Há ainda a registar um morto no Estado de São Paulo, atropelado por um carro que acelerou em direção à multidão.

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