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"Tempora": o 'grande irmão' americano-britânico à escuta da internet

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"Tempora": o 'grande irmão' americano-britânico à escuta da internet

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O escândalo de espionagem da internet pelos serviços secretos norte-americanos alastra-se ao Reino Unido. Segundo o jornal The Guardian, a agência de comunicações do governo britânico teria igualmente interceptado dados da internet e comunicações telefónicas, através das redes de fibra ótica.

O projeto, denominado “Tempora”, iniciado há 18 meses, seria fruto da colaboração entre Washington e Londres em parceria com as agências de segurança do Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

As novas revelações ocorrem num momento em que os Estados Unidos emitiram um mandado de captura em nome de John Snowden, o homem por detrás das revelações. Acusado de espionagem, Snowden, que se encontra atualmente refugiado em Hong Kong, incorre numa pena de até 10 anos de prisão.

Em Hong Kong um habitante defende o denunciante, “pelo menos disse-nos algo que não sabiamos, é bom que o público esteja ao corrente deste tipo de coisas que deveriam parar. Por isso Snowden tem que ser protegido para evitar a sua extradição para os Estados Unidos”.

Outro habitante afirma, “eu penso que todos espiam todos, e toda a gente o sabe, mas Snowden foi o único a denunciá-lo. Honestamente não sei se fez bem ou mal. Mas desejo-lhe boa sorte pois admiro-o pelo que fez”.

Uma empresa próxima do sítio Wikileaks, afirma-se pronta a transportar Snowden para a Islândia, num avião privado, nas próximas 24 horas, caso Hong Kong decida extraditar o denunciante.

Se nos Estados Unidos, o escândalo revelou a existência de um tribunal secreto que geria as filtrações, à margem da lei, já o Reino Unido afirma que a vigilância foi realizada de forma legal, recolhendo apenas a chamada “metadata” (informação relativa à origem e destinatário das comunicações) sem incluir o conteúdo das trocas de mensagens.