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Discurso de Dilma não acalma protestos no Brasil

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Discurso de Dilma não acalma protestos no Brasil

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O discurso da presidente Dilma Rousseff não parece ter acalmado a revolta dos brasileiros que voltaram a manifestar-se, este sábado, em várias cidades do país.

O maior protesto registou-se em Belo Horizonte, onde cerca de 60 mil pessoas protestaram nas imediações do estádio do Mineirão, durante o jogo do Japão contra o México.

Pelo menos 20 manifestantes foram detidos depois da polícia ter recorrido a gás lacrimogéneo e balas de borracha para dispersar a marcha, 14 pessoas ficaram feridas entre vários polícias.

Em salvador da Bahia, outra manifestação durante o jogo do Brasil contra a Itália reuniu mais de 2.500 pessoas.

Em São Paulo, 35 mil manifestantes concentraram-se no centro da cidade para protestar contra a corrupção e o chamado PEC37, uma proposta que limita o poder de investigação do Ministério Público.

No Rio de Janeiro, a praia de Copacabana foi palco de um protesto para pedir mais investimentos na saúde, educação e segurança. Os “Padrões da FIFA”, segundo os manifestantes, cada vez mais divididos entre os estádios e os protestos de rua.

Na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff tinha-se dirigido pela primeira vez ao país, desde o início dos protestos, para anunciar um “pacto” para melhorar os serviços públicos.

No seu discurso televisivo, a chefe de estado tinha igualmente deixado um aviso, “Os manifestantes têm o direito e a liberdade de questionar e criticar tudo, de propôr e exigir mudanças, de lutar por mais qualidade de vida, de defender com paixão as suas ideias e propostas, mas precisam de fazê-lo de forma pacífica e ordeira”.

Segundo uma sondagem encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes, cerca de 75% dos brasileiros apoiam o movimento de protesto. O mesmo estudo de opinião indica que o preço e a qualidade dos transportes públicos continua a ser o principal motivo da revolta (77%), seguido da atuação da classe política (47%) e da corrupção no país (33%).