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Festival Gnaoua: as cores musicais de Marrocos


Cultura

Festival Gnaoua: as cores musicais de Marrocos

Um verdadeiro caldeirão musical, o Festival de Música Gnaoua em Marrocos reúne cantores e músicos de diferentes origens e estilos. Nneka escreve canções que expressam opiniões políticas, mas não quer ser rotulada: “Quando estou a falar sobre as questões sociais que acontecem na Nigéria, porque eu nasci e fui criada na Nigéria, estou basicamente apenas a ser eu, a tentar encontrar-me dentro da música, no mundo em geral, não necessariamente na Nigéria ou na Alemanha, acho que sou um espírito livre, a beber todas as culturas.”

Nneka: “Se tudo fosse bom e “tranquilo”, se não houvesse dor, acho que não existia música.”

A banda encontrou-se com o sucesso na última década. Recebeu elogios da crítica e é uma presença habitual no festival internacional de música.

O convidado especial é Nassouli Mehdi, um dos jovens músicos mais promissores de Marrocos.

Mehdi Nassouli, Músico: “É um encontro, é uma mistura, é esse o espírito.”

Ao longo das últimas décadas, o repertório musical Gnaoua, com canções antigas espirituais africanas e islâmicas seguiu numa nova direção.

A música espiritual de base fundiu-se com géneros como o jazz, blues, reggae e hip-hop.

Omar Hayat, mestre: “Se o instrumento funciona bem, é algo excelente, porque isso permite que a música Gnaoua evolua e se desenvolva. Ok, é uma coisa excelente.”

A modernização introduzida pelo jovem Mehdi não convence o mestre…

Mehdi: “O mestre Omar toca aqui, toca mesmo as notas escondidas, por isso não gosta quando há um mecanismo aqui que não o deixa baixar até aos sons agudos mais agudos. O Mestre isto aqui, mas deu-me uma ideia, na minha próxima modificação vou colocar isto.”

Os Gnaoua Maalems, os mestres da música Gnaoua, são altamente respeitados em Marrocos, até mesmo visto como estrelas, mas não foi sempre este o caso.

euronews:“O que é que o festival mudou para os músicos e para a música Gnaoua?”

Neïla Tazi Abdi, Diretora do Festival: “Na verdade, antes do festival, os músicos Gnaoua eram extremamente marginalizados. Eram uma minoria, não foram reconhecidos como músicos. Cantavam, dançavam na rua e as pessoas davam-lhes moedas, eram um pouco como mendigos.”

euronews: “Graças a este festival, os músicos Gnaoua e sua música são conhecidos internacionalmente. Os Maalems, os mestres, são considerados respeitáveis​​ e artistas oficiais na Marrocos de hoje.”

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