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A China atraída pelo luxo

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A China atraída pelo luxo

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“O Trono da Rainha”, realizado em esmalte e ouro por um jovem designer chinês para celebrar os 60 anos de reinado de Isabel II, foi uma das grandes atrações da Feira do Luxo, em Pequim. O evento reuniu 86 marcas, de 12 países, desejosas de conquistar um mercado com grande potencial.

Nos últimos quatro anos, o ritmo de crescimento do setor do luxo na China tem superado os 16% ao ano.

Amarildo Pilo, produtor suíço de relojoaria, defende: “Penso que a China é um mercado cada vez mais importante. E em termos civilizacionais, quanto mais conhecemos, mais nos interessamos pelos produtos e mais gostamos de bens originais”.

Instrumentos musicais, mobília, jóias, obras de arte, carros, aviões privados ou barcos… as marcas de luxo têm de fazer face a clientes chineses cada vez mais exigentes.

A organizadora da feira, Zhai Wenjing, explica que “ainda há muita gente que pensa que os produtos mais caros são os melhores. O que procuram é o símbolo de um estatuto. Já os que procuram qualidade e bom gosto, vão estar atentos à privacidade e ao valor espiritual dos bens de luxo personalizados”.

Segundo a consultora McKinsey&Company, dentro de dois anos, a China vai representar um terço do mercado mundial do luxo. Mas os chineses são já os turistas que mais gastam em bens de luxo durante as viagens, sobretudo, à Europa.