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A raiva dos acionistas do Bankia

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A raiva dos acionistas do Bankia

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A assembleia geral de acionistas do Bankia foi tudo menos tranquila. A reunião em Valência foi o momento escolhido por dezenas de pequenos acionistas para denunciar, mais uma vez, o que chamam de fraude e roubo. Exigem o dinheiro investido em produtos financeiros complexos, que os transformaram em acionistas forçados e com os quais perderam todas ou quase todas as poupanças.

E de nada serviram as palavras otimistas do atual presidente do Bankia. José Ignacio Goirigolzarri defendeu: “Não precisamos de capital extra. Vamos na direção certa, mas não somos ingénuos. Sabemos que temos muitas coisas a melhorar e um longo caminho a percorrer”.

A reunião demorou mais de cinco horas e foi a primeira desde que terminou o processo de recapitalização do Bankia.

Manuel Pardos, presidente de uma associação de clientes bancários, garante que o Bankia “não estará em boas condições enquanto não resolver os problemas da maioria dos seus acionistas”.

O Bankia recebeu 18 mil milhões dos 42 mil milhões de euros usados para salvar o sistema bancário espanhol. Mas mais de 200 mil pessoas viram as poupanças transformadas em ações e essas continuam a desvalorizar na bolsa.

Alguns avançaram para a justiça para recuperar o dinheiro investido, não acreditando no processo de arbitragem que o Bankia prolongou até 15 de julho.