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Snowden: Herói ou traidor?

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Snowden: Herói ou traidor?

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Edward Snowden garante que refletiu muito antes de tornar públicos os detalhes do programa PRISM, uma autêntica máquina de espiar os americanos, contrária à democracia, segundo este consultor da Agência Nacional de Segurança americana (NSA).

“Se eu quisesse simplesmente atacar os Estados Unidos, poderia ter desligado o sistema de vigilância numa tarde. Mas a minha intenção não era essa. Quem usa esse tipo de argumentação deveria pôr-se no meu lugar por um instante. Eu tinha uma vida privilegiada, vivia no Hawaii, no paraíso, fazia um monte de dinheiro. Acham que alguém deixaria isso tudo se não tivesse razões?” – Disse numa entrevista.

Snowden ganhava 122.000 dólares por ano a trabalhar para a Booz Allen Hamilton, uma fornecedora da NSA. Revelou à imprensa informações secretas sobre a vigilância que incidia sobre a Internet e os telefones e como os dados obridos eram guardados por tempo indeterminado.

A 20 de maio, com os documentos na mão, deixa o Hawaii para Hong Kong sem dizer nada a ninguém, nem mesmo à namorada. É aqui que ele vai fazer revelações explosivas aos jornalistas do Guardian e do Washington Post. Depois de três semanas no hotel, muda constantemente de apartamento, com medo que as autoridades chinesas o possam prender e extraditar para os Estados Unidos.

Fica demasiado exposto, depois de se identificar como o autor das fugas de informação. Acaba por negociar uma saída com as autoridades de Hong Kong, através do advogado.

Acompanhado por Sarah Harrison, membro da Wikileaks, embarca num voo para Moscovo a 23 de junho. No dia seguinte deveria ter embarcado para Havana. Mas os jornalistas a bordo deste voo da Aeroflot para a capital cubana não viram nem a sombra de Snowden. O lugar número 17, onde deveria ter-se sentado, ficou vazio…