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UE adia negociações de adesão numa Turquia que procura terroristas

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UE adia negociações de adesão numa Turquia que procura terroristas

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Alguns manifestantes esmoreceram junto à Praça Taksim, em Istambul. Não porque lhes faltava a força, mas para simular o momento em que um outro manifestante foi alvejado mortalmente por um polícia em Ancara. O mesmo polícia que as autoridades turcas deixaram aguardar julgamento em liberdade, sob a presunção de que se tratou de um ato em legítima defesa.

Entretanto, as forças turcas detinham cerca de 20 pessoas em Ancara, suspeitas de pertencerem a uma organização terrorista cujo nome não foi divulgado, e à qual o governo atribui a manipulação dos protestos.

Para tentar colmatar as críticas de fora, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan recebeu Thorbjorn Jagland, secretário-geral do Conselho da Europa. “A Turquia é um dos países fundadores do Conselho da Europa, temos de nos ouvir. Estivemos a debater o que pode ser feito para que a Turquia continue no caminho das reformas necessárias”, declarou Jagland.

O violento desfecho das manifestações, com quatro mortos e mais de sete mil feridos, fez com que a União Europeia adiasse para outubro a retoma das negociações de adesão, quando a Comissão Europeia apresentar um relatório sobre as reformas e os direitos humanos naquele país.