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UE define regras de futuros resgates bancários

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UE define regras de futuros resgates bancários

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O que era tabu vai tornar-se regra: os acionistas e depositantes com mais de cem mil euros irão pagar os resgates de bancos falidos e não os contribuintes como até agora.

Para definir as regras para resolver futuras crises bancárias, os ministros da Economia e Finanças da União Europeia (UE)realizaram uma nova maratona negocial, que terminou na madrugada desta quinta-feira.

O ministro das Finanças da Irlanda, que assume a presidência rotativa, Michael Noonan, defendeu: “As regras de resolução bancária são um pilar essencial da união bancária e o acordo obtido representa um marco importante nos nossos esforços para quebrar o círculo vicioso entre os bancos e as dívidas soberanas”.

Desde 2008, a União Europeia gastou cerca de um terço do seu PIB para salvar bancos. Isso fez explodir as dívidas nacionais e levou países, como a Irlanda e o Chipre, a pedir ajuda internacional.

O analista Fidel Helmer considera que “no futuro, os investidores mais ricos serão chamados a pagar a fatura. Isso, não é agradável para as pessoas visadas, mas acalma os mercados que sabem que os Estados já não vão pagar os erros dos seus bancos”.

No final, o plano de resgate de Chipre, que na altura foi definido como excecional, acaba por tornar-se um modelo.

Os depósitos abaixo de cem mil euros serão sempre protegidos. Já os acionistas, obrigacionistas e depositantes com mais de cem mil euros terão de garantir, pelo menos, 8% do passivo do banco, antes de poderem ser acionados os fundos nacionais de resolução. Só em último lugar é que se pode recorrer ao Mecanismo Europeu de Estabilidade.

A presidência irlandesa da UE espera que as regras possam entrar em vigor em 2018.