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Braço-de-ferro entre EUA e Equador por causa de Snowden

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Braço-de-ferro entre EUA e Equador por causa de Snowden

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Aumenta a tensão entre os Estados Unidos e o Equador, por causa de Edward Snowden. Responsável pelas revelações bombásticas sobre a espionagem americana das comunicações mundiais, o ex-consultor da NSA continua no aeroporto de Moscovo, onde aguarda um eventual asilo político no Equador.

Rafael Correa, que já o ano passado propôs asilar Assange, o responsável do WikiLeaks, insurge-se agora contra o que chama uma chantagem de Washington sobre os acordos aduaneiros: “Com respeito a esta chantagem, já o dissemos, ratifiquei-o e está a ser comunicado oficialmente: ‘Senhores, não nos ameacem com o fim das preferências aduaneiras. Nós renunciamos unilateral e irrevogavelmente a elas. Por isso, fiquem com as vossas preferências aduaneiras’.”

Em causa, dois acordos sobre as exportações equatorianas de petróleo, atum, flores de corte e frutos e legumes.

O fim das preferências aduaneiras para as flores de corte pode pôr em risco o setor, que floresceu graças ao acordo, e representa o equivalente a 127 milhões de euros (166 milhões de dólares) anuais de exportações, dando emprego a 10 mil pessoas, sobretudo, mulheres.

Ambos os acordos expiram no final de julho. O congresso norte-americano deverá equacionar a sua recondução.