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Lituânia recebe um bom legado da Irlanda após cimeira da UE

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Lituânia recebe um bom legado da Irlanda após cimeira da UE

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Um acordo político sobre o próximo orçamento da UE, algum progresso na união bancária e novos fundos para combater o desemprego juvenil. Estas são as conquistas da Irlanda a tempo da última cimeira europeia durante a sua presidência do Conselho Europeu.

Os cortes no orçamento tinham sido exigidos, sobretudo, pelo Reino Unido e o país conseguiu que o novo orçamento da UE para os próximos sete anos seja mais pequeno que o anterior.

O acordo político anunciado na véspera da cimeira da UE, em Bruxelas, foi reconfirmado pelos líderes e saudado pelo presidente da Comissão Europeia.

“É um grande notícia! Sem este acordo não teríamos recursos para investir nas regiões, nos jovens, nos investigadores. Todos os cidadãos precisam muito de investimento público na Europa”, disse José Manuel Barroso.

Dos 960 mil milhões de euros sairão seis mil milhões para combater o dsemprego juvenil, que atinge uma média de 23,5% na UE, mas que afeta sobretudo países do sul. Poderá ainda ser acrescentado de dois mil milhões de euros de fundos europeus não utilizados no exercício passado.

O secretário de estado dos Assuntos Europeus espanhol, Íñigo Méndez de Vigo, disse que este “é um sinal importante de que o Conselho Europeu está concentrado em resolver os problemas que realmente afetam as pessoas um pouco por toda a Europa, incluindo Espanha, e o desemprego juvenil é um grande problema!”

A verba será destribuída nos próximos dois anos em vez de diluído em sete, mas o líder dos socialistas europeus promete bater-se por mais recursos.

“Claramente a verba não é o suficiente e por isso lutamos também – e espero que com sucesso – para que nos anos seguintes se ultrapasse esta soma”, disse Hannes Swoboda.

Para beneficiar desta Garantia Jovem, o desemprego juvenil no estado-membro tem de ser superior a 25%. É o caso de Portugal que já bate o recorde histórico de 42%.

Dalia Grybauskaité defende austeridade

Para analisar em maior profundidade o tema, a correspondente da euronews em Bruxelas, Margheritta Sforza, entrevistou a Presidente da Lituânia, Dalia Grybauskaité, já que este país se sucede no cargo à Irlanda.

Face à decisão de conceder entre seis a oito mil milhões de euros para combater o desemprego juvenil, Dalia Grybauskaité, disse que “o orçamento europeu é normalmente um empurrão, serve para dar um primeiro impulso para se combater os problemas, mas não pode resolver tudo. E não deve haver a perceçãp errada de que tudo pode ser feito a partir de Bruxelas, tendo apenas 1% do PIB europeu nos cofres da UE”.

Sobre o facto da zona euro continuar em profunda recessão, um ano depois de assinado o pacto para o crescimento, a Presidente da Lituânia diz que “foi a austeridade que permitiu à Lituânia começar a crescer, apenas um ano e meio após uma queda de 15% do PIB. Somos agora a economia com um crescimento mais rápido na União Europeia, pelo menos em 2013. É claro que a solução para resolver uma crise é muito complexa, não só é rigor mas também estímulos e consenso com parceiros sociais”.

(veja a entrevista na íntegra em vídeo)