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Volta à França: Chegou a vez de Froome?

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Volta à França: Chegou a vez de Froome?

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A mancha do doping nunca caiu sobre o ciclista David Moncoutié, cuja reputação é a de ser um corredor incorrupto. O homem que concluiu dez vezes a Volta à França reconhece que, antes, “era possível correr no Tour sem doping, mas vencer… nem por isso”. Na segunda parte da entrevista da euronews a Moncoutié, a conversa incidiu sobre os favoritos.

euronews: Ao fim de dezasseis anos de ciclismo, decidiu parar. Participou onze vezes na Volta à França, terminou dez. Este ano, é a centésima edição da prova. Falemos de favoritos. Quem são?

David Moncoutié: O principal favorito é Chris Froome. A sua força tem sido evidente este ano. A sua equipa, a Skz, é também muito forte. Ele venceu o Dauphiné e, o ano passado, quase conquistou o Tour. Daí que o aponte como o favorito. Mas há também Alberto Contador, que tem perfil para corridas por etapas. Há outros a ter em conta: Cadel Evans, Valverde, Rodriguez… Mas Froome e Contador são os mais fortes.

euronews: A ausência de Bradley Wiggins muda muita coisa nesta prova?

DM: Não muito. Não, porque a Sky está com muita força e o seu líder é muito determinado. Froome e Sky são os mais fortes, mesmo sem Wiggins.

euronews: Com tantas provas de montanha, onde vai ser o ponto crucial este ano?

DM: Há muita montanha nesta corrida, mais do que no ano passado. Os contrarrelógio vão ser menos importantes. Só depois das três últimas etapas é que vamos conhecer o resultado final, quando os ciclistas tiverem subido Alpes d’ Huez, Grand Bornand e Semnoz. Antes desses três dias, não vamos saber quem é o vencedor.

Com Wiggins, o protagonista da última edição, afastado devido a uma lesão, esta pode ser a oportunidade para Froome subir um lugar no pódio. A menos que Contador, ou um adversário surpresa, lhe troque as voltas.