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A "maldição" de Nelson Mandela

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A "maldição" de Nelson Mandela

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O hospital de Pretória onde se encontra Nelson Mandela voltou a ser o local de peregrinação de centenas de sul-africanos, pelo sexto dia consecutivo.

Segundo a ex-mulher do antigo presidente, Winnie Madikizela-Mandela, a saúde de Mandela melhorou nos últimos dias embora o seu estado permaneça crítico, depois de contraír uma grave infeção pulmonar.

As filhas de Mandela, assim como a atual esposa, Graça Machel e a ex-mulher permanecem, nos últimos dias, ao lado do nobel da paz que não deverá receber o presidente norte-americano Barack Obama, que se encontra no país para uma visita de dois dias.

Um antigo companheiro de Mandela na prisão visitou hoje a família em Joanesburgo, “em Robben Island partilhamos o peso da opressão neste país. Eu considero Mandela como um pai, porque cresci sem um pai. É um ícone, um líder, um visionário”.

A união do país em torno do ex-líder contrasta, no entanto, com as divisões da família face ao que é considerado por alguns chefes tribais como uma “maldição dos antepassados”.

A justiça do país ordenou ontem a exumação dos cadáveres de três filhos de Mandela removidos clandestinamente, por Mandla Mandela, um dos netos do ex-presidente, do terreno familiar de Qunu para Mvezo, a aldeia natal do nobel da paz.

Mandela teria afirmado, no passado, a vontade de ser sepultado no terreno da sua residência em Qunu, ao lado dos seus filhos.

Para alguns jornais sul-africanos a guerra aberta entre os familiares sobre os três corpos, revela as divisões sobre o local onde Mandela deverá ser enterrado.

Um grupo de chefes tribais tinha afirmado há dias que o agravamento do estado de saúde do ex-presidente seria fruto de uma “vingança dos espíritos dos antepassados”, depois dos três cadáveres terem sido removidos das suas sepulturas.