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Detenção de padre aumenta suspeita sobre atividades do banco do Vaticano

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Detenção de padre aumenta suspeita sobre atividades do banco do Vaticano

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O Vaticano afirma estar disponível para colaborar na investigação que levou à dentenção de um prelado da santa sé, acusado de fraude e corrupção.

Nunzio Scarano, de 61 anos, foi detido na sexta-feira, em conjunto com um ex-membro dos serviços secretos italianos e um intermediário financeiro.

Os três homens são acusados da transferência de 20 milhões de euros, em notas, clandestinamente, da Suíça para Itália.

O advogado de Scarano justifica as atividades financeiras do também ex-responsável pela administração do património imobiliário do Vaticano: “o clérigo trabalhou mais de 22 anos no banco do Vaticano e antes de ser padre foi empregado do Deutsche Bank. Grande parte deste dinheiro provinha, no entanto de doações”.

Scarano tinha sido já suspenso das suas funções há duas semanas, no quadro de uma investigação relativa ao suposto branqueamento de 580 mil euros.

O caso ocorre num momento em que o banco do Vaticano é alvo de um inquérito interno por alegada violação das normas de prevenção de branqueamento de capitais.