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Croácia entra na desUnião Europeia

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Croácia entra na desUnião Europeia

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É com bastante menos entusiasmo, do que quando iniciou as negociações de adesão há oito anos, que a Croácia se prepara para entrar à meia-noite numa União Europeia à beira do descarrilamento.

28.º Estado-membro da união, Zagreb junta-se ao bloco numa altura em que enfrenta o quinto ano consecutivo de recessão e pode mesmo vir a ser alvo de um processo por défice excessivo logo nos primeiros dias após a adesão.

Para um investigador do Instituto de Economia de Zagreb, a adesão “só será benéfica se a união não prosseguir com esta loucura de políticas económicas dirigidas pela Alemanha, pelo FMI e que são o reflexo da existência de um centro forte e uma periferia muito frágil na Europa”.

Há oito anos, 80% dos croatas desejavam a adesão, hoje apenas perto de metade da população quer estar na união. O Produto Interno Bruto (PIB) da Croácia será o terceiro mais baixo da UE, depois da Bulgária e da Roménia. 20% da população ativa no país de 4,2 milhões de habitantes está sem emprego.

A adesão é o corolário de mais de duas décadas de esforços depois do desmantelamento da Jugoslávia e da Guerra dos Balcãs, mas hoje são muitos os que estão conscientes que as dificuldades vão continuar e que a Europa não é a solução milagrosa para os problemas que o país enfrenta. Nas ruas, os croatas afirmam estar satisfeitos pela chegada deste momento histórico mas dizem-se divididos sobre toda a questão da adesão.

As primeiras eleições para o Parlamento Europeu, em abril deste ano, contaram apenas com 21% de participação.

A União Europeia deixou há muito de ser o eldorado, “mas não sendo perfeita”, dizem os croatas, “é a única opção” para o país.