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Snowden: Uma rosa com espinhos para o Equador

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Snowden: Uma rosa com espinhos para o Equador

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O presidente do Equador afirmou, este sábado, que o destino de Edward Snowden está nas mãos da Rússia. Rafael Correa empurra a batata quente para as mãos de Moscovo, afirmando que o pedido de asilo do ex-técnico da CIA só poderá ser processado quando este se encontrar em “solo equatoriano”.

Pressionado pelos Estados Unidos para recusar asilo a Snowden, o presidente do Equador negou ter dado qualquer “ordem” de emissão de “um salvo-conduto” para o técnico informático e que o cônsul do Equador que o fez “ultrapassou as suas competências e enfrentará sanções”. Correa afirmou ainda ter tido uma conversa “amigável e cordial” com o vice-presidente norte-americano, Joe Biden, que pediu ao Equador para recusar o pedido de asilo do antigo colaborador dos serviços secretos dos Estados Unidos.

Em Quito, os criadores de flores, temem a tensão com os Estados Unidos. A Casa Branca já disse que se o Equador der asilo a Snowden, Washington vai “adiar indefinidamente” a decisão de eliminar as taxas aduaneiras na importação de rosas do Equador, um mercado de cerca de 250 milhões de dólares por ano.

Os produtores receiam que uma “escalada poderá fazer reduzir as exportações de flores do Equador, afetando os rendimentos em dólares e o trabalho” dos que vivem deste setor
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Depois de já ter oferecido asilo a Julien Assange, o patrão da Wikileaks que continua refugiado na embaixada do Equador em Londres, Quito têm novo problema espinhoso com o caso de Snowden.