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A hora da verdade na Grécia

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A hora da verdade na Grécia

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É a hora do tudo ou nada na Grécia. O país tem até ao final da semana, a tempo da reunião do Eurogrupo na próxima segunda-feira, para convencer os credores internacionais de que pode respeitar as condições do plano de resgate.

Em causa estão 8,1 mil milhões de euros de ajuda. Um dos riscos é que a “troika” divida a soma em várias fatias, o que seria um golpe para Atenas precisa de mais de dois mil milhões de euros para pagar títulos que vencem em agosto.

Apesar de tudo, o analista Henk Potts considera que “a Grécia fez grandes progressos na forma de lidar com o défice e além disso, a economia está a tornar-se mais competitiva, os custos laborais baixaram, as receitas do turismo continuam a subir e podem mesmo atingir um valor recorde, este ano”.

Mas Atenas atrasou-se na reforma da função pública e tem buracos financeiros nos ministérios da Saúde e do Trabalho.

O governo helénico, que quase caiu nas últimas semanas, ainda não definiu os 12,500 funcionários que vão para a mobilidade, como deveria ter feito até junho, e agora procura que os despedimentos fiquem limitados a cinco por cento.

Além disso, sem entendimento, o FMI terá de abandonar o resgate grego, para não violar os próprios estatutos.