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Egito: presidente rejeita implicitamente ultimato do Exército

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Egito: presidente rejeita implicitamente ultimato do Exército

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A presidência egípcia rejeitou implicitamente o ultimato lançado pelo Exército ao chefe de Estado islamita. Em comunicado, o gabinete de Mohamed Morsi diz que a declaração das forças armadas contém “sinais que podem provocar a confusão”.

Num sinal da rutura no campo islamita, o partido salafista Al Nur disse que vai pedir ao presidente que convoque eleições antecipadas “para evitar uma guerra civil”, distanciando-se claramente de Morsi.

Ao mesmo tempo, a aliança de partidos islamitas que apoia Morsi – onde se inclui a Irmandade Muçulmana, mas não o Al Nur – rejeitou o que considera ser uma instrumentalização do Exército para concretizar um golpe de Estado. A coligação islamita apelou ao respeito da “legitimidade constitucional do presidente eleito” e confirmou o seu compromisso com a “reconciliação nacional”.

Respondendo ao apelo da aliança, milhares de apoiantes de Mohamed Morsi voltaram a sair à rua para contrariar os protestos multitudinários da oposição.

No Cairo, um manifestante pró-Morsi diz que “todos aqueles que se reuniram esta noite na praça Rabaa al Adauiya são ignorados pelo Conselho Militar, que se fixa apenas no que se passa na Praça Tahrir”.

O Exército contabilizou apenas 25 mil apoiantes do presidente nas ruas, contra “milhões” de manifestantes anti-Morsi por todo o país.

O correspondente da euronews, Mohammed Shaikhibrahim, diz que na praça Rabaa al Adauiya do Cairo defende-se a legitimidade de Morsi, mas “todas as possibilidades estão em aberto face aos últimos desenvolvimentos” no Egito.