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Crise egípcia é golpe na economia

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Crise egípcia é golpe na economia

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A economia do Egito está a viver a pior fase de sempre, por culpa da crise política.

Se as manifestações que levaram à queda de Mubarak há dois anos começaram a afetar o turismo, um dos principais setores da economia do país, a situação só piorou desde então. A permanente contestação ao presidente Morsi e a instabilidade fizeram mergulhar todos os setores.

Walid El Batouty é presidente de uma agência de turismo: “A minha empresa foi afetada. A empresa está morta há três anos. O governo teve muitas oportunidades de fazer algo para a reabilitar. O país precisa de um remédio, mesmo que seja amargo. Por isso tenho ido às manifestações e vou continuar a ir”.

O país vive agora uma corrida às bombas de gasolina, com rumores de uma escassez, isto apesar de o governo desmentir qualquer penúria nos combustíveis. As filas para encher o depósito têm-se multiplicado, no Cairo e noutras cidades.

É mais uma faísca para o rastilho de uma situação explosiva, que vem juntar-se a uma dívida que sobe enquanto as reservas de capitais não param de cair. A inflação e o desemprego estão igualmente a subir.

Contrariamente às previsões, a bolsa esteve a subir nos últimos dois dias. Os investidores acreditam que o presidente Morsi vai deixar o poder nos próximos dias e isso está a estimular os mercados, apesar de toda a instabilidade.