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Egito: ultimato dado a Morsi expira hoje

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Egito: ultimato dado a Morsi expira hoje

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Pelo menos 16 pessoas morreram e 200 ficaram feridas no Cairo na última noite. As vítimas são apoiantes do chefe de Estado do Egito.

A Irmandade Muçulmana aponta o dedo a mercenários que se infiltraram nas manifestações para semear o caos no país.

Os baltagi, como são conhecidos, foram utilizados frequentemente durante o regime de Hosni Mubarak. Estima-se que cerca de 200 mil homens continuem ativos. Mercenários que de acordo com o partido no poder estão, agora, ao serviço das Forças Armadas.

A tensão está ao rubro e as próximas horas podem ser decisivas. A intervenção do exército pode estar iminente já que o prazo dado ao presidente termina hoje.

“Mohamed Morsi quer matar os egípcios. Nós dizemos não e estamos dispostos a dar o nosso sangue” afirma um egípcio.

Outro adianta: “não nos vamos matar uns aos outros. Queremos continuar unidos até ao dia do julgamento. Deus é maior que Morsi. Mas precisamos que o chefe das Forças Armadas e ministro da Defesa não se limite a observar caso contrário o país não vai conseguir sobreviver.”

O chefe das Forças Armadas já disse que os militares estão dispostos a fazer tudo para defender o povo.

Euronews: “Nos últimos dias, apoiantes e opositores de Morsi desfilaram nas ruas do Egito. As manifestações são cada vez mais violentas e os egípcios acreditam que o pior ainda está para vir.”