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Tantawi: o general que assusta Morsi no Egito

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Tantawi: o general que assusta Morsi no Egito

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Abdel Fattah Al-Sisi dirige o ministério da Defesa desde que foi designado pelo presidente Morsi, em agosto de 2012. Brilhante militar, nascido no Cairo em 1954, religioso mas admirador de Gamal Abdel Nasser, Al Sisi completou a formação militar no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Tem menos 22 anos que o antecessor, à frente do potente exército egípcio, o marechal Hussein Tantawi, a quem Morsi aposentou dois meses depois de aceder à presidência do país.

Com a substituição de Tantawi, que trabalhou sempre com Mubarak, Al-Sisi tenta recompor a imagem do exército, afetada pela controversa gestão do Conselho Supremo das Forças Armadas, depois da queda de Mubarak.

Mas as relações com o presidente Morsi e o exército não são de fidelidade. Nesta reunião, no dia 15 de junho, foi pisada uma linha vermelha. Mohamend Morsi defendeu a intervenção estrangeira na Síria, ao mesmo tempo que os religiosos sunitas radicais exigiam a guerra santa.

O exército reagiu, recordando o papel de defensor das fronteiras, e depois, a 23 de junho, o general Al-Sisi em pessoa avisou que os militares não permitiriam que o Egito entrasse no túnel escuro do conflito, numa guerra civil, em lutas sectárias ou no colapso das instituições do Estado.

Isto aconteceu antes de lançar um ultimato, na segunda-feira, 1 de julho, para que o poder político encontrasse uma solução consensual para a crise. O texto foi assinado pelo general Al-Sisi, apesar de não ter sido lido por ele.

O comunicado veio acompanhado por outro sinal enviado aos manifestantes de Tahrir: cinco helicópteros com a bandeira nacional hasteada sobrevoaram a praça, onde a multidão gritava em uníssono “o exército e o povo unidos.”