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Egito celebra queda de Morsi

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Egito celebra queda de Morsi

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A tensão deu lugar à festa, esta quinta-feira, na Praça Tahrir, no Cairo. Milhares de egípcios celebraram a queda de Mohamed Morsi no mesmo local que, em 2011, foi o centro da revolta que levou ao fim do regime de Hosni Mubarak.

Uma mulher diz sentir-se finalmente “em segurança. Tinham-me roubado o país, mas agora recuperei-o”, acrescentou

Nas ruas da capital e das principais cidades do Egito, a presença militar continua a ser bem visível.

Para o cargo de presidente interino, foi escolhido o até agora presidente do Tribunal Constitucional. Adli Mansour já prestou juramento como chefe de Estado, função que irá assegurar até á realização de novas eleições.

Na tomada de posse, Mansour estendeu a mão à Irmandade Muçulmana, pedindo ao movimento que estava no poder que “participe na construção da nação”. O chefe de Estado considerou ainda que é chegada a altura de “parar de produzir novas ditaduras e adorar ídolos ou outras figuras que não sejam Deus”.

A imprensa egípcia desta manhã vê a queda de Morsi como um triunfo para o Egito. As televisões próximas do ex-presidente foram encerradas.

O Ocidente não condenou o golpe militar, mas tanto a União Europeia, como os Estados Unidos da América, apelaram à realização de eleições no Egito, o mais depressa possível. Na mesma linha, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon pediu o “regresso rápido” de um governo civil ao Egito.

  • Egypt’s new interim President swearing in