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Médio Oriente reage com prudência às mudanças no Egito

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Médio Oriente reage com prudência às mudanças no Egito

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Depois da queda de Mohamed Morsi, no Egito, as atenções voltam-se agora para as eventuais ondas de choque na região. O Hamas, próximo da Irmandade Muçulmana, afirmou que a deposição não vai afetar a situação na Faixa de Gaza. Nos jornais e nas conversas, destacam-se alertas para o risco de uma guerra civil. “O Egito vai ficar como a Síria”, afirma um palestiniano. “O país está perdido, completamente perdido. O que aconteceu na Síria vai acontecer no Egito porque a Irmandade Muçulmana não vai deixar o poder e acabará por haver uma guerra civil”.

Em Ramallah, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, saudou o novo presidente interino egípcio, Adly Mansour. No entanto, o dirigente palestiniano rejeitou qualquer ingerência nos assuntos internos do país. Uma discrição partilhada por vários políticos, como Hanan Ashrawi: “Acreditamos que os egípcios demonstraram força de vontade, determinação e autoconfiança ao serem capazes de enfrentar qualquer tipo de opressão, de governo autocrático, ao afirmarem a vontade deles e ao reclamarem mudanças reais.”

Em Israel, o governo mantém uma postura de silêncio e de cautela. Segundo a imprensa, o primeiro-ministro terá pedido aos elementos do executivo para não comentar a crise no Egito. A principal preocupação estará virada para os riscos de instabilidade na Península do Sinai, que faz fronteira com Israel e a Faixa de Gaza e que nos últimos dois anos tem sido palco de uma intensificação da atividade de movimentos islamitas radicais. O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Israel em 1979.