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Mohamed Al- Beltagy: "Não se pode aceitar um golpe de Estado"

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Mohamed Al- Beltagy: "Não se pode aceitar um golpe de Estado"

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Mohamed al Beltagy é secretário-geral do Partido Liberdade e Justiça, o braço político da Irmandade Muçulmana do Egito.

O nosso correspondente no Cairo entrevistou-o depois do comunicado do Conselho Militar que anunciou que Morsi foi afastado da presidência e que a Constituição está suspensa.

euronews – Como reagiram ao anúncio do Conselho Militar?

Mohamed Al- Beltagy – Trata-se de uma voz militar contra o poder legítimo e do enterro da primeira experiência democrática no Egito. É um golpe de Estado contra o presidente eleito que foi escolhido pelo povo egípcio em eleições livres.

euronews – Qual é o passo a dar depois do anúncio?

Mohamed Al- Beltagy – Não se pode aceitar, em caso algum. Não é só um golpe de Estado contra a pessoa do presidente, é um golpe de Estado contra a vontade do povo e da Constituição escolhida pelo povo. Tudo isto vai contra a experiência democrática iniciada pelo povo egípcio.

euronews – Onde está Morsi, neste momento?

Mohamed Al- Beltagy – Sabemos apenas que está em detenção domiciliária, assim como toda a equipa presidencial. Acho que a lista de detenções pode rondar o milhar de pessoas, porque falamos de um regime que revela o verdadeiro rosto. Este regime não tem por objetivo criar um Estado de conciliação, o que pretende é gerar mais divisão na sociedade egípcia, como temos visto nos últimos confrontos.