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Opositores de Morsi festejam enquanto apoiantes denunciam "traição" contra presidente "legítimo"

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Opositores de Morsi festejam enquanto apoiantes denunciam "traição" contra presidente "legítimo"

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O golpe militar foi recebido com júbilo e fogo-de-artifício na praça Tahrir do Cairo. Os festejos que se prolongaram pela noite dentro no emblemático local, fazem lembrar as celebrações que se seguiram à queda do regime de Hosni Mubarak em 2011.

Uma jovem egípcia afirma que “é o dia mais feliz” da sua vida, “porque Morsi foi afastado”. Acrescenta que ele “é um traidor” e diz que “já esqueceu o seu nome, porque ele não fez nada de bom pelo país”.

O correspondente da euronews, Mohammed Shaikhibrahim, diz que “a intervenção militar resolveu a crise política da qual sofria o Egito desde que Morsi tomou o poder. A intervenção concretizou os desejos dos manifestantes [na praça Tahrir], mas o outro lado denuncia um golpe de Estado que poder empurrar o país novamente para um conflito”.

No bairro de Nasr City, no Cairo, milhares de apoiantes de Morsi denunciavam uma “traição” contra “um presidente democraticamente eleito”.

Já antes do anúncio da destituição, os militares tinham cercado o local para evitar a violência e forçar a dispersão dos manifestantes. Um apoiante de Morsi diz que “o presidente é legítimo” e afirma estar disposto a “morrer” por ele, acrescentando que “foi eleito nas urnas e só pode ser afastado nas urnas, não pela força, senão para que serve o voto e a democracia?”.

A Irmandade Muçulmana denunciou ataques contra os manifestantes pró-Morsi no Cairo. Noutras cidades, há registo de 14 mortos em confrontos entre defensores e detratores do presidente deposto.