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Egito: violentos confrontos entre opositores e apoiantes de Mohamed Morsi no Cairo

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Egito: violentos confrontos entre opositores e apoiantes de Mohamed Morsi no Cairo

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Apesar do ambiente de festa, a tensão é palpável na Praça Tahrir. Os apoiantes do Presidente deposto Mohamed Morsi tentam a todo o custo garantir o controlo da emblemática praça.

Os confrontos entre campos rivais tiveram início quando grupos de manifestantes islamitas começaram a marchar em direção à Praça Tahrir, onde se encontram os opositores a Morsi. Nos confrontos foram ouvidos tiros. Os grupos rivais atiraram pedras contra o campo adverso. Os confrontos começaram na ponte ’6 de Outubro’ a pouco menos de um quilómetro da Praça Tahrir. De acordo com os serviços de saúde, três pessoas morreram e 200 ficaram feridas.

Para evitar uma escalada da violência, tanques do exército foram entretanto enviados para a zona da emblemática praça para separar os dois campos rivais. Ao fim de três horas de violência o ambiente de festa regressou a Tahrir.

Os manifestantes islamitas acabaram em seguida por regressar às áreas do Cairo onde se encontravam antes de marcharem para a Praça Tahrir, ou seja junto à universidade da capital, do outro lado do Nilo, razão pela foram obrigados a atravessar a ponte ’6 de Outubro’, e junto ao edifício da estação de televisão pública, a norte do local onde se encontram os manifestantes anti-Morsi.

O objetivo dos militantes da Irmandade Muçulmana é garantir o controlo da Praça Tahrir, símbolo da revolta egípcia, para aí organizarem uma mega manifestação no domingo. Os opositores ao regime deposto não parecem dispostos a arredar pé de Tahrir para defender a revolução de 30 de junho, data do início dos violentos protestos que acabaram com a deposição de Morsi.

No Sinai do Norte, um grupo de islamitas armados atacou o edifício das autoridades locais e içou a bandeira da Irmandade Muçulmana. De acordo com o relato do correspondente da agência France Presse, as forças de segurança abandonaram o edifício depois de uma troca de tiros com o grupo armado.

Durante o dia, nesta península, homens armados mataram cinco polícias que se encontravam junto a um edifício oficial da cidade de Alarixe, a capital da província do Sinai do Norte.

Esta sexta-feira, apelidada de “dia de rejeição” do golpe de Estado, 17 pessoas já morreram, de acordo com o balanço publicado pelo Ministério da Saúde egípcio. Meios de comunicação locais falavam de mais de 200 feridos.

Durante o dia, milhares de apoiantes de Morsi saíram às ruas do Cairo e das principais cidades egípcias para exigirem que o Presidente deposto regresse ao poder.