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Golpe no Egito foi uma "impugnação popular", diz Amr Moussa

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Golpe no Egito foi uma "impugnação popular", diz Amr Moussa

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No Egito, a multidão continua a juntar-se na Praça Tahrir, no Cairo, para celebrar o afastamento do presidente Mohamed Morsi.

O presidente, afeto à Irmandade Muçulmana, foi deposto por um golpe militar, depois de meses de protesto por parte da população, que pedia um governo laico. Morsi tinha sido o primeiro presidente eleito desde o afastamento de Hosni Mubarak no início de 2011.

“Estou aqui porque estou muito contente pelo Egito. Tenho a impressão de ter o meu país de volta. Nunca gostei de nada vindo da Irmandade Muçulmana e, pela primeira vez em 50 anos, sinto calor no coração”, diz uma mulher presente nos festejos.

A opinião pública internacional está dividida: uns apoiam o golpe, outros apontam o facto de Morsi ser, afinal de contas, um presidente democraticamente eleito.

O antigo presidente da Liga Árabe e chefe da diplomacia egípcia, Amr Moussa, apoia o golpe militar: “Esta foi uma impugnação popular do presidente. Não começou com a ação do exército, nem foi o resultado de uma reunião entre uns quantos oficiais, que decidiram fazer isto ou aquilo. Foi o povo que insistiu que não queria mais um ano de falhanços”.

O presidente interino, Adli Mansour, já tomou posse e apelou à participação da Irmandade Muçulmana no novo quadro político do Egito.