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Multiplicam-se as reações à queda de Mohamed Morsi

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Multiplicam-se as reações à queda de Mohamed Morsi

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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram estar a acompanhar os acontecimentos no Egito “com satisfação” e saudaram o papel do exército. O país tinha sido bastante crítico com a Irmandade Muçulmana. O investigador Michael Stephens explica: “Há já muito tempo que os Emirados se opõem fortemente à Irmandade Muçulmana, por isso, é como uma vitória. Por outro lado, para o Qatar, é como uma derrota porque apoiou o governo da Irmandade Muçulmana e o que parecia uma vitória quando Mohamed Morsi chegou ao poder virou-se rapidamente contra eles.”

O Irão, que tinha apelado o exército a respeitar o voto dos eleitores antes da queda de Morsi, indicou respeitar a vontade do povo egípcio mas espera que o processo democrático e as conquistas da revolução sejam respeitados. Há, ainda, quem alerte para os riscos de violência, como Hossein Moghadam, ex-membro da Guarda Revolucionária Iraniana: “A Irmandade Muçulmana poderá recorrer à violência. É possível que o que aconteceu na Síria se passe no Egito.”

A Turquia considerou a destituição de Mohamed Morsi como “antidemocrática”. O governo islâmico turco, há dez anos no poder, foi um importante apoio ao presidente deposto e à Irmandade Muçulmana. O investigador Veysel Ayhan considera que “sem um governo eleito não se pode governar um país. Os militares não podem governar o Egito.”