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África do Sul "estaciona" em frente ao hospital de Mandela


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África do Sul "estaciona" em frente ao hospital de Mandela

São muitas as pessoas que rumam ao hospital de Pretória, oriundas de toda a África do Sul, há quase um mês. Rezam, deixam flores e mensagens ao ex-presidente Nelson Mandela. Uma nação unida em torno das notícias sobre o homem que passou a vida a lutar pelo fim das diferenças. “Mandela não é uma pessoa comum. O que pedimos aos nossos líderes é que sejam como Mandela”, diz um homem.
“Espero que o que ele nos deu, a confiança e a paz, se mantenham e que fiquem acessíveis a todos e não apenas a nós. Espero que possamos perpetuar o seu legado”, completa uma senhora.

De acordo com a cultura xhosa, evocar a morte de uma pessoa viva é uma falta de respeito. Porém, as conversas concentram-se no que será o futuro da África do Sul sem o pai da nação arco-íris. “Espero que a união se mantenha e que a sua memória esteja sempre presente. O seu legado fica connosco”, lança uma mulher vinda do centro do país. Outro sul-africano completa: “Estamos preocupados com o futuro porque se ele partir não sabemos o que vai acontecer e porque ele lutou pela liberdade e pela paz. Por isso, estou, de facto, um pouco preocupado, mas espero que o país fique em paz, que a liberdade se mantenha e que a nação cresça a nível económico”

Dia após dia, as emoções continuam vivas diante do Hospital Mediclinic de Pretória, onde se encontra a enviada especial da euronews, Valérie Gauriat. “Ainda que Nelson Mandela se tenha afastado há muito da vida política, muitos temem a perda daquele que consideram como o seu protetor e que depois dele ninguém seja capaz de lutar contra os males que enfrenta hoje a nação arco-íris”, descreve a repórter.

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