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Cameron satisfeito com extradição de Abu Qatada

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Cameron satisfeito com extradição de Abu Qatada

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O clérigo radical islamita Abu Qatada foi extraditado de Londres para a Jordânia na noite de sábado. A operação foi rodeada de medidas de alta segurança, com escolta britânica e jordana. Há anos que o Reino Unido tentava expulsar o homem que, em tempos, tinha sido chamado de “embaixador de Bin Laden na Europa”. Qatada resistiu à extradição até maio, quando aceitou regressar à Jordânia, para ser julgado por terrorismo, com uma condição: os dois países teriam de assinar um acordo a garantir que as provas obtidas sob tortura não pudessem ser utilizadas no novo processo. O documento foi assinado a 21 de junho e agora o primeiro-ministro britânico clama vitória.

“Tal como o resto dos britânicos, fiquei furioso com o facto de ter demorado tanto tempo e de ter sido tão difícil extraditar este homem, que não tem o direito de estar no nosso país e que é uma ameaça. Mas conseguimos, ele está de volta à Jordânia, o que é uma excelente notícia”, declarou David Cameron.

À chegada a Amã, Abu Qatada foi levado para o tribunal militar, onde o aguardavam o pai e outros elementos da família. O clérigo vai ser novamente julgado por ligação à preparação de atentados terroristas no país, depois de ter sido condenado, à revelia, por duas vezes. Qatada foi detido pela primeira vez em 2002 no Reino Unido.