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Cairo a ferro e fogo

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Cairo a ferro e fogo

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A Irmandande Muçulmana está a resistir, com armas, ao golpe militar que depôs o presidente egípcio, Moahmed Mursi.

A violência voltou a crescer e há grupos armados a atcar posições estratégicas do exército.

Tem crescido o número de baixas militares.

Mas entre os civis, apoiantes de Mursi, também há centenas de feridos. Entre eles, diz-se que é uma luta, para salvar a primeira revolução:

“A depressão do passado nunca mais voltará. Mursi é o único Salvador da primeira revolução, e todas estas pessoas são adeptos da revolução. Para salvar o Egito das prisões, da repressão e da matança de inocentes, dos massacres e do bloqueio da liberdade de imprensa”.

Mursi é o salvador, diz o porta-voz da Irmandande Muçulmana.

Do outro lado, compara-se Mursi a Bin Laden:

“O Ocidente não está claramente a condenar o golpe de estado militar e a prisão do único Presidente eleito do Egito. O que o Ocidente está a dizer é que quer outro Bin Laden, outro al-Zawahari, mais e mais terrorismo e levar as nações muçulmanas a odiar completamente o Ocidente”.

As duas partes do conflito continuam a manifestar-se. E os apoiantes de Mursi não se intimidam e continuam a sair à rua.

O correspondente da euronews, Mohammed Shaikhibrahim, diz que os meses de calma não foram bem aproveitados, para consolidar a democracia. E o resultado foi o regresso da violência. É a segurança do Egito que está posta em causa:

“Houve muitas chamadas de atenção para a situação, antes de a violência ter aumentado, especialmente, depois dos acontecimentos de hoje, considerados a maior ameaça à segurança da nação. Entretanto, o exército egípcio fez um sério aviso, àqueles que estão a incitar a vingança”.