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Egito: Tensão no Cairo

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Egito: Tensão no Cairo

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Na capital egípcia veículos militares vedaram ao trânsito uma vasta área em torno da mesquita Rabaa Adawia, onde apoiantes de Mursi se têm manifestado desde o seu afastamento.

Entretanto, o partido da Justiça e da Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana, apelou a “uma revolta levada a cabo pelo grande povo do Egito, contra aqueles que tentam roubar-lhes a revolução com tanques”.

O exército também impediu o acesso às duas principais pontes que atravessam o rio Nilo

“Em Rabaa Adawia devem ter sido eles próprios a abrir fogo. Ninguém mais o faria. Foi alguém da Irmandade Muçulmana, para poder dizer que a polícia e o exército mataram apoiantes de Mohamed Mursi. É assim que eles pensam. São capazes de se matar para dizer que o exército, a polícia e as pessoas estão enganadas”, afirmou um manifestante na Praça Tahrir.

Por seu lado, o partido salafista al-Nour anunciou a sua retirada das negociações para a nomeação do primeiro-ministro e formação de um Governo de transição, denunciando o “massacre” de manifestantes islamitas ocorrido no domingo.