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Eurogrupo: Grécia e Portugal dominam encontro dos ministros das Finanças


A redação de Bruxelas

Eurogrupo: Grécia e Portugal dominam encontro dos ministros das Finanças

Os ministros das Finanças da Zona Euro querem forçar Atenas a avançar com mais reformas impopulares e como forma de pressão fala-se no adiamento da entrega próxima fatia de ajuda.
Mas o governo grego precisa de pelo menos parte dos 8 mil milhões de euros da próxima tranche para pagar títulos de dívida que vencem em Agosto.

À entrada para a reunião do Eurogrupo, o ministro das Finanças francês Pierre Moscovici “lembrou que ainda há progressos a fazer, sobretudo na reforma administrativa. Pedimos à Grécia que faça os esforços necessários, que tome as medidas indispensáveis, mas acredito que vamos chegar a um acordo político.”

Os ministros também querem ouvir de Portugal explicações sobre o que se passou na vida política do país, na semana passada e esperam que sejam dadas garantias de estabilidade, depois da saída de Vitor Gaspar e a quase queda do governo.

O presidente do Eurogrupo Jeroen Dijsselbloem lembra que “a estabilidade política é crucial para manter os países no caminho certo, para trabalhar nos programas. Qualquer instabilidade fará com que as decisões sejam adiadas. Por isso, fico contente que a coligação portuguesa esteja de novo prontas para continuar a trabalhar.”

Mas há mais questões em cima da mesa deste Eurogrupo como sublinha a correspondente da euronews em Bruxelas, Isabel Marques da Silva: “Apesar de estarem centrados na crise em Portugal e na Grécia, os ministros também vão discutir o acordo sobre o resgate a Chipre e a recapitalização dos bancos em Espanha. Neste último encontro antes das férias de verão, o risco de contágio continua elevado e inclui países como a Itália ou a Eslovénia.”

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