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Egito ordena detenção de líderes da Irmandade Muçulmana


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Egito ordena detenção de líderes da Irmandade Muçulmana

A justiça egípcia ordenou a detenção de vários líderes da Irmandade Muçulmana, acusados de incitação à violência, após os confrontos mortíferos de segunda-feira no Cairo.

A ação contra o movimento do presidente deposto Mohamed Morsi, visa o guia da confraria islamita Mohamed Badie, o seu adjunto, Mahmoud Ezzat, assim como outros dois responsáveis do braço político do movimento.

A decisão ocorre depois da polícia ter libertado 450 militantes do grupo, interpelados nos últimos dias, mantendo em prisão preventiva mais de 200 pessoas, no quadro da investigação às dezenas de mortes durante um protesto pró-Morsi no Cairo.

“A questão principal não tem a ver com o facto do guia supremo da Irmandade Muçulmana ser um símbolo, mas com o declínio das liberdades neste país depois do golpe militar. Até agora mais de mil pessoas são alvo de mandados de captura, quer da Irmandade quer de outros grupos políticos”, afirma um responsável do movimento islamita.

Os apoiantes de Mohamed Morsi continuam a manifestar-se, de forma pacífica, contra o derrube do ex-chefe de estado pelos militares, enquanto o novo primeiro-ministro, Hazem el Beblaoui, avança nas consultas para formar um novo governo que, para já, não inclui nenhum político islamita.

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