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Resgate de bancos poderá vir a passar para agência europeia

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Resgate de bancos poderá vir a passar para agência europeia

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O Banco Central Europeu vai supervisionar os seis mil maiores bancos da União Europeia (UE) e se algum voltar a estar à beira da falência não devem ser os contribuintes a pagar, mas acionistas e investidores.

Para isso é preciso uma nova agência paneuropeia, com um fundo de resgate pago pelos próprios bancos, e Bruxelas avançou, esta quarta-feira, com uma proposta.

O comissário europeu para o Mercado Interno e Serviços, Michel Barnier, disse à euronews que “quando voltar a haver uma situação de risco que pode degenerar em crise, vamos poder resolver o problema desse banco, organizando uma falência ordenada sem ter de recorrer ao dinheiro público”.

“Já temos um novo conjunto de regras e esta agência é o instrumento que faltava para uma supervisão bancária integrada na zona euro. Vamos criar uma autoridade comum que resgata ou fecha um banco em dificuldades sempre que for necessário”, acrescentou o executivo.

No caso de grandes bancos transfronteiriços, como o Dexia, foram precisos recursos avultados, pelo que a agência deverá ter um fundo que pode chegar aos 70 mil milhões de euros.

Mas a ideia divide muitos países e a Alemanha diz mesmo que tal exige uma alteração ao Tratado da UE, algo que costuma levar anos.

O governo de Berlim não quer perder tanta soberania nesta matéria, sobretudo porque, de acordo com esta proposta, a decisão final sobre cada caso caberia à Comissão Europeia, depois de consultados o BCE e os países afetados.