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Televisão pública grega volta às ondas em emissão "pirata"

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Televisão pública grega volta às ondas em emissão "pirata"

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Uma mira técnica com as inscrições “EDT” e “televisão pública grega”, e depois um filme dos anos 60. Foi assim que a televisão grega voltou a emitir, esta quarta-feira, depois de a transmissão ter sido cortada no passado dia 11 de junho, sem qualquer pré-aviso.

Mas a emissão não se faz nos mesmos locais: trata-se, na realidade, de uma televisão pública paralela – ou mesmo “pirata” , nas palavras de Nikos Tsimpidas, antigo jornalista da ERT: “É uma ERT pirata, falsa e ilegal. Pensamos que a ERT deve ser a televisão dos empregados e do povo grego. Não uma televisão do setor privado e dos telepiratas.”

O antigo diretor técnico da ERT, Nikos Michalitsis, corrobora: “A Comissão Helénica das Telecomunicações e dos Correios, não atribuiu nenhuma frequência a este operador. Como tal, esta transmissão é ilegal.”

O governo prevê dois meses de programas temporários e apelou aos ex-funcionários da ERT que libertem as instalações entretanto ocupadas.

Apelo rejeitado pelos sindicatos que apelaram, por sua vez, aos empregados das televisões privadas para uma greve de 5 horas, esta quinta-feira.

“Os funcionários da ERT continuam a fazer o seu trabalho. Dizem que a transmissão da EDT é ilegal e um desperdício de dinheiro público. E estão determinados a combater a situação por todos os meios legais”, explica a correspondente da euronews, na Grécia, Nicoleta Drouga.