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Escândalo dos serviços secretos conduz a demissão do primeiro-ministro do Luxemburgo

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Escândalo dos serviços secretos conduz a demissão do primeiro-ministro do Luxemburgo

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Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo há 18 anos, vai apresentar hoje a demissão, depois dos socialistas abandonarem a coligação na sequência do escândalo ligado aos serviços secretos.

O ex-presidente do Eurogrupo rejeitou no Parlamento as acusações de que teria conhecimento dos casos de corrupção e escutas ilegais a políticos.

Jean-Claude Juncker diz que “não estamos livres de erros. Eu cometi pequenos erros, mas respondi às dúvidas parlamentares que foram levantadas. O parlamento não respondeu às minhas objeções, por isso não houve outra escolha, para além de organizar eleições antecipadas”.

Aos 58 anos, o primeiro-ministro luxemburguês detém o recorde de longevidade à frente de um executivo europeu.

A demissão abre caminho a eleições antecipadas em Outubro.

Claude Meisch, porta-voz dos democratas, diz que “o que acontece agora é aquilo que o Partido Democrático pediu há quatro semanas: o executivo abandona funções e abre a via ao próximo governo, através de novas eleições. O Luxemburgo enfrenta muitos problemas e o governo estava ocupado simplesmente com os escândalos em torno dos serviços secretos”.

A demissão do primeiro-ministro luxemburguês não significa necessariamente o fim da longa carreira do veterano da política europeia, como explica o correspondente da euronews:

“Jean-Claude Juncker era o primeiro-ministro europeu com mais anos de serviço. Estava à frente do país desde 1995. O abandono do cargo não se traduz num fim automático da carreira política, já que irá candidatar-se nas eleições antecipadas”.