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Terá Jean-Claude Juncker sacrificado demasiado pelo Eurogrupo?

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Terá Jean-Claude Juncker sacrificado demasiado pelo Eurogrupo?

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Terá Jean-Claude Juncker sacrificado demasiado como primeiro-ministro e ministro das Finanças do Luxemburgo para se dedicar a presidir ao Eurogrupo, durante oito anos, cargo que deixou há alguns meses?

Alguns concidadãos fazem essa crítica àquele que já é conhecido como um dos dinossauros da construção da União Europeia.

O analista Pascal Delwitt refere que “claramente a influência que tem a nível europeu, formal e informalmente, é muito maior do que a de outros primeiros-ministros e ele empenhou-se muitos nos assuntos europeus. Algo que não é assim tão complicado quando se é primeiro-ministro de um Estado com poucas centenas de milhares de pessoas. É um cargo importante, mas não é o mesmo que ser, por exemplo, chanceler da Alemanha ou presidente de França. “

Do mesmo partido que Juncker, a eurodeputada luxemburguesa Astrid Lulling admite que “de facto, ser presidente do Eurogrupo tomou-lhe muito tempo, mas eu fiquei muito mais tranquila sabendo que ele dava prioridade aos problemas do Eurogrupo e do euro, que é também o meu dinheiro, garantindo que o euro vai sobreviver, algo também essencial para o futuro do Luxemburgo”.

Em 2009, o político teve aspirações a ser escolhido para presidente do Conselho Europeu, mas tinha contra si os poderosos presidente francês e a chanceler alemã.

Agora, diz que só pensa em manter as rédeas no seu país, que conduziu nos últimos 18 anos.