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'Poortugal'

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Uma bomba-relógio: É assim que os analistas internacionais descrevem a situação de Portugal.

Os protestos de quarta-feira no Parlamento, refletem o desespero da população perante a incapacidade dos políticos para sair da crise.

A confirmação do fracasso foi dada esta semana por Cavaco Silva. O presidente apelou aos três partidos do arco da governação (PSD, PS e CDS) para encontrarem um acordo de governo e convocou eleições antecipadas para depois do final do programa de ajustamento, previsto para junho de 2014.

Desde maio de 2011, Pedro Passos Coelho tem conduzido uma política de austeridade radical em troca dos 78 mil milhões de euros do resgate acordado com a ‘troika’ (UE, BCE, FMI).

Dois anos depois, o primeiro-ministro é o alvo da frustração popular e da indignação de um país que se sente com a corda na garganta.

O rigor teima em produzir resultados opostos às previsões e mergulhou o país na recessão, com uma contração prevista do PIB de 2,3% este ano e o desemprego acima dos 18%.

A situação dramática atinge muitas famílias em que todos os elementos perderam o emprego. Pelo menos 13 mil crianças em idade escolar estão a passar fome, segundo os dados recenseados pelas escolas.

As cantinas escolares e as autarquias fazem o que podem para mitigar esta tragédia. Muitas ficaram abertas mesmo durante as férias escolares. A pobreza agrava-se profundamente em Portugal.