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Milhares de egípcios iniciam Ramadão com apelos ao regresso de Morsi

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Milhares de egípcios iniciam Ramadão com apelos ao regresso de Morsi

Milhares de egípcios iniciam Ramadão com apelos ao regresso de Morsi
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Convergem aos milhares para a praça Rabaa al-Adawaya, no Cairo. A turbulência que se abateu sobre o Egito na semana passada, e que resultou em várias dezenas de mortos, não parece ensombrar este ajuntamento. Tudo se passa com tranquilidade, na preparação para iniciar uma jornada de Ramadão.

O que todos têm em comum aqui é que são apoiantes de Mohammed Morsi, o presidente que os militares depuseram. O exército continua a declarar que não se tratou de um golpe, mas sim de fazer cumprir a verdadeira vontade popular. No entanto, as opiniões divergem. “Esperamos que o mundo inteiro, sobretudo a Europa, olhe para estes milhões de pessoas e que nos apoie contra o golpe militar que abalou o Egito. Este golpe enterrou a nossa democracia”, afirmava um homem. Outro salientava: “Fui votar com toda a minha família, mas esses votos foram agora deitados ao lixo.”

Numa faixa ilustravam-se duas direções opostas que dividem o país: num sentido, a revolução que afastou Hosni Mubarak; noutro, a intervenção militar que levou Morsi à reclusão.

O jornalista da euronews Mohammed Shaikhibrahim aponta que “esta foi uma sexta-feira recheada de palavras de ordem como ‘legitimidade’. Há uma exigência que não deixa de ecoar nesta praça: é a de que o presidente Morsi regresse ao poder.”