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Egito: "ElBaradei não tem legitimidade"

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Egito: "ElBaradei não tem legitimidade"

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O chefe de Estado egípcio deposto e elementos da Irmandade Muçulmana começaram a ser interrogados. Em causa a fuga da prisão durante a revolução que pôs fim ao regime de Hosni Mubarak.

Um processo criticado pelos apoiantes de Mohamed Morsi que assistiram incrédulos à tomada de posse do novo vice-presidente.

“Mohamed ElBaradei prestou juramento, mas não tem legitimidade porque não foi escolhido pelo povo. A autoridade não lhe é reconhecida nem pela Constituição, nem pelas pessoa ou pelo mundo já que não é legítima” refere uma egípcia.

“A Constituição foi suspensa após o golpe de Estado. Por isso, o ato de ElBaradei não faz sentido” adianta um egípcio.

ElBaradei, antigo diretor da Agência Internacional de Energia Atómica e Prémio Nobel da Paz prestou juramento como vice-presidente do Egito com a tutela dos assuntos externos e da diplomacia.

Já a Irmandade Muçulmana parece cada vez mais isolada. O procurador-geral ordenou o congelamento dos bens de mais de uma dezena de dirigentes, muitos do partido de Morsi.

Na tentativa de serenar os ânimos nas ruas, o chefe das Forças Armadas egípcias justificou, publicamente, a intervenção do exército que culminou com a queda de Morsi: a falta de consenso político, a divisão do país e o não cumprimento dos ideais da revolução.