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Beduínos não querem ser os novos refugiados de Israel

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Beduínos não querem ser os novos refugiados de Israel

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Centenas de beduínos protestaram, no sul de Israel, contra o plano do governo de transferir as instalações militares do país para a região do deserto do Negev.

O projeto, aprovado pelo governo e pelo parlamento, em primeira leitura, implica a expulsão de dezenas de milhares de beduínos que vivem na região.

A manifestação, convocada pelo comité árabe do Negev foi marcada por confrontos com a polícia que terminaram com a detenção de 14 pessoas e dois agentes da autoridade feridos.

Talab Asana, advogado árabe-israelita lembra, “este plano implica a deslocação de 30 aldeias palestinianas e a relocalização de 60 mil pessoas, assim como a confiscaçao de 215 mil acres de terrenos. Este plano representa uma limpeza étnica e o governo israelita está a tentar aprovar uma lei discriminatória e racista”.

Acusações que são refutadas pelas autoridades israelitas que referem que as aldeias e acampamentos de beduínos na região são clandestinos. Para os defensores dos nómadas, o projeto-lei – denominado Prawer-Begin – representa uma forma de negar os direitos ao povo que vive na região, muito antes da criação do estado de Israel.

Cerca de 45 mil dos 180 mil beduínos que vivem em Israel, habitam em territórios que não são reconhecidos pelas autoridades. A comunidade representa cerca de 12% da população árabe israelita.