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Egito: transição política abalada por novos confrontos no Cairo

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Egito: transição política abalada por novos confrontos no Cairo

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Nem o ramadão muçulmano parece refrear a revolta dos apoiantes do presidente egípcio deposto, após uma nova noite de violência no Cairo.

Uma manifestação de apoio a Mohamed Morsi voltou a ser marcada, este noite, por confrontos entre campos rivais que obrigaram à intervenção da polícia, depois dos apoiantes do presidente terem bloqueado a ponte que dá acesso à praça Tahrir.

Pelo menos sete pessoas morreram e 260 ficaram feridas num momento em que a irmandade muçulmana continua a rejeitar reconhecer o novo poder saído do golpe militar do início do mês

“Eles queres tirar a legitimidade do povo e reinstaurar o regime militar e isto não vai acontecer, nós estamos prontos a morrer para evitar que voltem a silenciar as nossas vozes”, afirma um manifestante pró-Morsi.

Os confrontos ocorrem depois das autoridades terem ordenado a detenção de sete figuras da cúpula da Irmandade Muçulmana – o movimento de Mohamed Morsi – e num momento em que o novo governo interino egípcio deverá ser anunciado nas próximas horas.

O executivo é constituído na sua maioria por economistas, grande parte dos quais formados nos Estados Unidos.

Ontem, tanto os islamitas do partido Nour, como os seus opositores, o partido Tamarod rejeitaram receber o vice-secretário de estado norte-americano, de visita ao país.

“Parece que a última palavra pertence à Irmandade Muçulmana para tentar restaurar a segurança e a estabilidade política num Egito que parece ter voltado ao ponto de partida”.

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