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Espanha: chefe de governo não se demite

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Espanha: chefe de governo não se demite

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O ex-tesoureiro do Partido Popular Espanhol confirmou em tribunal ter entregue, pessoalmente, envelopes de dinheiro a Mariano Rajoy, e à, atual, secretária-geral do PP, entre 2008 e 2010.

A cada dia que passa são revelados novos pormenores sobre a contabilidade oculta do partido. As doações ilegais feitas por empresários terão garantido o financiamento do PP durante vários anos e contribuído para aumentar os rendimentos de alguns dirigentes.

“O sistema era conhecido e foi utilizado, durante anos, pelo partido Popular para contornar a lei do financiamento dos partidos políticos. O dinheiro era usado em campanhas eleitorais de forma sistemática” refere o advogado Enrique de Santiago.

A secretária-geral do Partido Popular espanhol, María Dolores de Cospedal, já reagiu:

“Estou aqui, hoje, publicamente para desmentir todas as acusações feitas por Luis Bárcenas contra o presidente do governo espanhol e contra mim.”

A oposição exige a demissão do primeiro-ministro. Rajoy exclui a hipótese de se demitir.

“O mais importante para o país é a estabilidade política e é a estabilidade que pretendo defender com o cumprimento do mandato que me foi confiado pelos espanhóis.”

Os mesmos espanhóis que mostram, agora, cartão vermelho ao chefe de governo. A pressão popular é cada vez maior. O desemprego e as privatizações nos setores da saúde e da educação deixaram de ser os únicos argumentos para pedir a demissão do executivo.