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Gregos de novo na rua contra restruturação da função pública

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Gregos de novo na rua contra restruturação da função pública

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Mais uma jornada de luta, na Grécia. Em causa, o plano de restruturação da função pública, imposto pela troika.

Para continuar a receber as diferentes “tranches” do resgate, a Grécia deve suprimir, até ao final do ano, quatro mil empregos da administração e impor mutações a doze mil e quinhentos funcionários públicos.

Mais uma medida de austeridade difícil de engolir por uma população cada vez mais estrangulada pela crise. “Não vamos recuar. A nossa luta não vai parar porque a justiça está do nosso lado. Não podemos continuar a viver apenas com 400 euros por mês. Não queremos apenas sobreviver, queremos viver com a dignidade que merecemos; por isso vamos lutar até ao fim”, explica uma manifestante.

A greve geral desta terça-feira foi convocada pelos dois principais sindicatos do país. A lei sobre a reforma da função pública vai atingir 700 mil funcionários e prevê um plano de mobilidade para professores, educadores de infância e polícias municipais.

Nikoletta Kritikou, correspondente da euronews em Atenas, explica: “Apesar da greve geral e da objeção de alguns deputados, incluindo do seio da coligação, a lei deve ser aprovada, esta quarta-feira, no parlamento. Mas isso não porá, de forma alguma, fim à contestação.”